segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

AS TRIPAS DO SR. L

Sr. L. Gritou desesperadamente. Ele não compreendia o que está realmente acontecendo. Na sua cabeça tudo estava confuso. As quatro mulheres nuas estavam com suas faces transformadas. Pareciam monstros. Seus rostos enrrugados. Olhos acinzentados. Elas o observavam enquanto ele gritava. Todas de pé com sorrisos maléficos. Uma fumaça começou a se formar no cubículo. L começou a se desesperar. O que estava acontecendo? As mulheres sorriam. Começaram a se aproximar lentamente. L. não sabia o que fazer, só gritava. A fumaça apenas ajudava a tornar mais assustadora a cena. Os quatro vultos o alcançaram. L. se entregou. As quatro mulheres o agarraram ferozmente. Estavam extremamente agitadas, como animais. Ele gritava. Todas caíram com seus dentes nele. Pareciam cães raivosos. Deitaram-no no tapete e o mordiam, arrancando pedaços. Ele só gritava, pois nada podia fazer. Viu seus dedos dos pés e das mãos serem devorados impiedosamente. Sentia uma dor insuportável. Elas mastigavam sua pele, seus ossos, chupavam seu sangue. Sr. L. estava quase desmaiando com aquela dor, aquele sofrimento. Porém, nada disso fazia com que elas parassem. Ele recebia as mordidas e era arranhado como se fosse um animal abatido por um predador violento. As quatro começaram a perfurar a barriga de L., talvez à procura de suas entranhas. Ele gritava, pedia para parar, mas nada surtia efeito. Logo viu que seu ventre estava aberto e que elas começaram a puxar suas tripas. Dividiram entre elas e se lambuzaram, mordendo bruscamente e engolindo cada parte. L. não entendia como ainda estava vivo diante daquela situação dolorosa. Uma delas com apenas uma mordida arrancou seu órgão genital. L. já não tinha mais os dois braços e as duas pernas, pois haviam sido quase totalmente devorados. Somente os ossos sobraram. Com seu ventre totalmente aberto, observou aquelas criaturas devorarem os últimos pedaços de suas tripas. Logo pularam em seu peito e começaram a mordê-lo. Não demorou muito para que o coração do L. ficasse totalmente exposto. Uma das mulheres arrancou o órgão com tudo e o dividiu em quatro partes. L. não parava de gritar. Desejava morrer. Aquela dor e aquela situação o fizeram preferir a morte. Elas comeram o coração. L. as observou atentamente. Estavam felizes aquelas ensanguentadas criaturas. Uma delas se aproximou da face dele, abriu sua boca e com um puxão arrancou a língua de L..Ele nem mais pôde gritar depois daquilo, somente sentia a dor. Outra das mulheres foi com tudo na direção dele com as unhas afiadas de modo a arrancar seus olhos. Fez isso sem compaixão nenhuma. Engoliu aqueles olhos e sorriu. L. ficou ali, sofrendo. Queria gritar. Queria se mexer. Tudo estava escuro. L. forçou novamente o grito.

(L. acorda)

Sr. L. - aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!
Vênus - O que foi Sr. L.?
Sr. L. (suando) - Foi um pesadelo.
Vênus - Nossa, como você está pálido.
Sr. L. - É que o pesadelo foi horrível.
Vênus - Imagino.

(A porta se abre)

Mordomo - Aqui está o pão e a água. Até amanhã.

(A porta se fecha) (L. e Vênus se encaram)

Sr. L. - Acho que não vou aguentar isso muito tempo.
Vênus - Nem eu.
Sr. L. - Elas ainda não acordaram.
Vênus - Ainda não. Incrível como o sono delas é pesado não?
Sr. L. - Sim, é incrível.
Vênus - Isso me dá idéias.
Sr. L. - O que você está fazendo?
Vênus - Preciso tirar o atraso.
Sr. L. - Comigo?
Vênus - Não vejo outros homens aqui por perto.
Sr. L. - Sua danadinha. E quanto a aquele papo de gostar de mulheres?
Vênus - Eu disse que gosto delas, mas não disse que isso vai contra eu gostar mais de homens...
Sr. L. - Entendi.
Vênus - Está esperando o que pra me fazer feliz?
Sr. L. - Que você me beije.
Vênus - É pra já!

(Os dois se beijam e fazem amor enquanto as outras três dormem tranquilamente)

Minutos depois.

Vênus - Não conte para elas o que aconteceu aqui com a gente.
Sr. L. - Por que não?
Vênus - Porque você quer que isso se repita, não é?
Sr. L. - Claro!
Vênus - Então está avisado.

(Íris levanta)

Íris - Pessoal! (os chama com autoridade)

(todos olham para ela)

Íris - Acho que estamos mortos!

(Todos com cara de espanto)

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